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Orago:
Nossa Senhora da Conceição
População: 5475 habitantes
Actividades económicas: Agricultura, ourivesaria, relojoaria, pequena indústria e pequeno comércio
Feiras: mercado semanal (ao domingo)
Festas e romarias: Nossa Senhora das Febres no 2º domingo de Setembro, marcha popular de São João em 23 de Junho, Senhora dos Aflitos no primeiro domingo de Setembro, Santa Terezinha no último domingo de Julho e Senhora da Saúde no último domingo de Setembo.
Património cultural e edificado: Igreja matriz, monumentos aos descobrimentos e ao ourives, capela da Fontinha e lavadouro público.
Outros locais de interesse turístico: Lagoa dos coudiçais (cedros) e centro da vila
Gastronomia: Leitão assado, chanfana e frango de churrasco
Artesanato: Ourivesaria e relojoaria
Colectividades: Febres Sport Club e Rancho folclórico Rosas de Maio
Alojamentos: 1509
Distribuição da população:
dos 0 aos 14 anos = 638
dos 15 aos 24 anos = 505
dos 25 aos 64 anos =1534
e com mais de 65 anos = 482
Taxa de analfabetismo: 17,1%
Ensino:
Primário = 1472
Preparatório = 573
Secundário =312
Outros = 79
Presidente junta de freguesia: Dr. Carlos Fernando J. Barreira
Telefone: 231-461481 (JF)
Código postal: 3060-318
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ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE A FREGUESIA DE FEBRES
Situada numa zona aplainada, com declive suave e contínuo até à linha de costa, a cotas que variam entre os 50 e os 90 metros, a freguesia de Febres estende-se por uma área de 2243 ha, assente geológicamente em dunas e areias eólicas que formam a extensa planície da Gândara. Febres localiza-se a meio caminho entre a sede de concelho, Cantanhede, distante 7 Km, e outra vila sede de concelho Mira. O conjunto da freguesia compõe-se de lugares que dão por nomes como Balsas, Arrancada, Pedreira, Barracão, Lagoas, Cabeços, Serradade, Sanguinheira, Chorosa, Sobreirinho e Fontinha. A freguesia pode orgulhar-se de um passado de muitos séculos, ombreando quase com as primitivas terras da Nacionalidade, como se pode comprovar pelas referências documentais aos seus lugares de Balsas e Arrancada datadas de 14 de Dezembro de 1271 e 25 de Novembro de 1311.
Contudo, sendo antiga a sua existência, é bem mais recente a sua autonomização face à vizinha freguesia de Covões, na qual esteve integrada. Aliás, as vidas e histórias de Covões e Febres confundem-se até ao dia 19 de Outubro de 1791, data em que é oficialmente registada a separação das duas freguesias, através da sentença, final e definitiva, de "demarcação dos confins para evitar contendas futuras" mandada elaborar pelo Desembargador Promotor e realizada pelo Arcipreste e seu escrivão, concluindo-se assim um processo de reivindicação de independência, face a Covões, iniciado a 4 de Maio de 1790, com um requerimento enviado ao bispo de Coimbra por um conjunto de figuras gradas dos vários lugares que pretendiam então constituir-se em freguesia.
No dito requerimento reivindicava-se também a elevavação da capela de Nossa Senhora das Febres, a igreja matriz, propondo-se assim também a separação da paróquia de Covões, uma vez que o pároco não conseguia prestar assistência espiritual aos "fregueses" e a igreja de Covões ser distante. Contudo, após a separação, mantinha-se a igreja de Covões com direitos sobre a de Febres, sendo esta como que uma filial da primeira, situação que só terminaria com o advento do regime liberal, já no final do primeiro quarto do século XIX. O nascimento da capela e do nome da freguesia muito se devem ao local onde terão surgido as primeiras habitações, no antigo lugar de Boeiro, nome depois substituido pelo actual, local alagado, propício ao aparecimento de focos de doença, febres ou sezões. Febres, seria, pois, o nome a Nossa Senhora que apadrinharia a construção da capela. Nascia assim um centro de devoção religiosa e de romaria, que atrairia forasteiros da região e mesmo doutras como seja, por exemplo, a vinda de muita gente do Baixo Mondego. Esta movimentação de gentes atrairia também pequenos comerciantes, com o fito de oferecer à bolsa dos romeiros os bens necessários para a estadia e actos de devoção. Muitos desses comerciantes acabariam por se fixar em Febres, adquirindo os terrenos circundantes para a prática da agricultura.
Fonte: Trechos (alguns resumidos) extraídos do livro Cantanhede honrando o passado, rumo ao futuro. Quanto às imagens foram-me enviadas pelo que desconheço a sua proveniência.
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