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O FORAL DE COVÕES Foral de Covões e Siadouro
------ - Em 23 de Dezembro de 1338, por D. Afonso IV, foi feito novo aforamento (existia já um, ou mais, mais antigo) – da herdade de Seadouro e Covões a Vicente Domingues e outros e a Estevão Domingues. ------ - O que é novo é a ideia de que o Seadouro e Covões seriam uma herdade, teriam portanto um Senhor, ou Fidalgo, algo que em Covões sempre foi posto em causa. No reinado de D. Dinis vemos referências a povoações dentro do termo de Cantanhede. São elas:
- aforamento do Vale do Bispo a João Joanes Baso e outros em 1306 - aforamento de Arrancada a João Joanes Beiçudo e outros, a 25 de Novembro de 1311 - aforamento da Póvoa da Lomba e seus moradores em 3 de Fevereiro de 1302 Com D. Afonso IV são feitos novos aforamentos na herdade do Arneiro do Ramiro a Afonso Annes e outros, a 23 de Dezembro de 1330 - herdade de Siadouro e Covões a Vicente Domingues e outros e Estevão Domingues, a 23 de Dezembro de 1338 - herdade em Vale da Pedra a Francisco Domingues e sua mulher, em 23 de Dezembro de 1338 - aforamento do Monte Espinheiro a João Domingues em 10 de Outubro de 1341 e Póvoa do Bispo a João Anne,s a 9 de Outubro de 1341. Outro aspecto curioso vê-se no documento de 1231, na venda de uma herdade ao Mosteiro do Lorvão em Cepiis , termo de Coimbra. No século XIII, Sepins ficava no termo de Coimbra ao qual ainda pertencia em 1527, juntamente com o Bolho, Murtede, Vila Nova de Outil, Cordinhã e Outil. Por outro lado Ourentã ficava no termo de Cantanhede segundo as inquirições de D. Afonso II e depois as de D. Afonso III. Pelo lado da Pena veio a confinar com o termo de Ançã a quem aquela povoação pertencia , a partir de 1371. No reinado de D. Afonso IV aparece o juiz de Cantanhede, mas igualmente um juiz de Mira, juiz da Póvoa e juiz de Cadima. O documento de 1342, do reinado de D. Afonso IV, dá-nos importantes informações sobre a posse de algumas terras de Cantanhede e Mira, definindo aquele reguengo. Extraido do livro GÂNDARA ANTIGA , p. 337 . Da autoria do Prof. João Reigota “A Gândara antiga” – 2000 – Centro de Estudos do Mar CEMAR |
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