GASTRONOMIA DA FREGUESIA E RECEITAS TÍPICAS

Pratos típicos, todos usados em ocasiões festivas da freguesia ou acontecimentos de cariz social.
Leitão assado à moda de CovõesLeitão à moda de Covões (onde, segundo alguns, teve origem o famoso leitão da Bairrada), prato obrigatório em casamentos e na mesa das festas populares e religiosas anuais em todas as localidades da freguesia. Esta especialidade, procurada por muitas pessoas que veem de longe, a mais de 50 Kms., pela fama e a qualidade de alguns assadores da nossa freguesia, a receita básica é a seguinte:
Um leitão morto na véspera que depois de amanhado para lhe retirar as vísceras deverá escorrer durante duas horas. De seguida a carcaça é enfiada num espeto de aço inox, onde antes foi recheada com um molho espesso feito de: alho fresco e moído, pimenta preta picante, sal grosso, e banha de porco q.b. (quanto baste).
Finalmente, vai ao forno a lenha préviamente aquecido a mais de 400 graus, levando entre duas a três horas de assamento, consoante o peso e o tamanho. A fase mais sensível é sempre nos primeiros 20 minutos quando a elevada temperatura pode esturrar ou criar bolhas na pele do leitão, pelo que o assador deverá picar as áreas que recebam maior temperatura e ir virando o leitão com frequência.

Cabidela feita com os miúdos do leitãoCabidela de leitão. Serve-se quase sempre nas refeições festivas antes do leitão e é confeccionada com as vísceras (ou miúdos: coração pulmões e figado) do leitão ainda frescas, juntando a frio os seguintes ingredientes: colorau, alho, cebola, azeite ou óleo vegetal, vinho tinto, sal, banha de porco ou margarina, louro e batatas cortadas aos cubos. Depois de tudo colocado num tabuleiro próprio é levado ao forno junto com o leitão pois o tempo de cozedura é semelhante. Depois de cozida e antes de servir é temperada com o molho de leitão para lhe dar um sabor mais característico.

Chanfana gandareza, servida nos casamentos e em outras ocasiões festivas, a receita básica: Carne de cabrito aos pedaços, cebola, alho, louro, salsa, manteiga de porco, azeite, vinho branco e tinto, colorau, pimenta e sal. Isso é tudo colocado às camadas numa caçoula de barro e vai ao forno já aquecido a uma temperatura muito elevada (+ - 400ºC) durante duas horas.
(Fonte das imagens acima: enviadas por um amigo e extraídas possivelmente do site da Junta de Turismo da Curia)

Sarrabulho da matança do porco, é servido a todos aqueles que fizeram parte dos trabalhos e do ritual tradicional da morte do porco que normalmente é criado em casa; a receita é: coloca-se numa grande panela as vísceras tiradas do porco após a matança, junta-se febras e a “peituga” com alguma carne gorda e couratos, devendo tudo isto ser cortado em pequenos pedaços. Às carnes misturam-se os seguintes ingredientes: cebola, alho, louro, salsa, manteiga de porco, sangue de porco préviamente cozido, azeite, vinho branco, colorau, pimenta e sal e vai a cozer em lume brando. Este prato depois é servido com batatas cozidas com a pele, acompanhadas com laranjas, a tradicional broa de milho e, evidentemente, o bom vinho local.

 

TRADIÇÃO VINÍCOLA
Vinho de CovõesA nossa freguesia está perfeitamente inserida na região demarcada da Bairrada, já que uma boa parte da área da freguesia tem uma constituição argilosa, o que confere qualidades impares à produção vinícola. Actualmente as castas mais abundantes são: trincadeira, Maria Gomes, bical, baga e a vulgar casta francesa.
A maior parte da produção é feita em casa, usando os métodos tradicionais mas utilizando maquinaria moderna, no sentido de minimizar os custos de produção. Um dos factores característicos da exploração do vinho é o facto dos produtores se associarem, de forma familiar, em grupos mais alargados para vindimarem uns para os outros e assim optimizar os trabalhos de corte e transporte das uvas para as adegas.
Produz-se principalmente vinho tinto e branco maduro, vinhos de intensidade corante, com uma boa riqueza aromática que lhe conferem uma boa estrutura para permitir um envelhecimento apurado. Deve ser normalmente servido a uma temperatura entre os 16 e os 18 graus, para evidenciar o seu sabor macio com taninos que sobressaem num final “de boca” prolongado. Também se produz alguma jeropiga e vinho abafado e com o aproveitamento do bagaço destila-se a aguardente cujo paladar é muito apreciado por todo o país.

 

DOÇARIA TRADICIONAL
Folar da páscoa. É um bolo doce muito usado na Páscoa para ofertar aos afilhados, cumprindo assim uma tradição mais que centenária. A sua preparação é muito simples e tem os seguintes ingredientes: farinha de trigo, fermento, ovos, manteiga de vaca, raspas de limão, sal e açúcar q.b.
Misturar e amassar bem e levar ao forno durante mais ou menos 25 minutos a uma temperatura de 350º-400º C.

Papas de abóbora. São servidas no final das vindimas, durante as adiafas e sendo geralmente acompanhadas de sardinhas assadas, broa de milho e um bom vinho local, evidentemente. No final, para atestar, uma boa geropiga. São preparadas com: abóbora menina cozida e triturada (reduzida a papas) a que depois se mistura lentamente e a fogo brando a farinha de milho e de trigo, sal e açúcar q.b., tendo o cuidado de remexer continuamente (para não pegar ao fundo).

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