PERSONAGENS IMPORTANTES DA FREGUESIA DE COVÕES

Em termos de personalidades ilustres a nossa freguesia ao longo da sua história evidenciou alguns, tais como:

Manuel Francisco Miraldo, fundador em 1868 da Banda Filarmónica de Covões, não só como o principal mentor da ideia mas também por ter suportado económicamente, nos primeiros anos, a sua existência e actividade, tendo em conta as muitas dificuldades existentes na época, por não existirem meios próprios de transporte ( os músicos deslocavam-se normalmente a pé para as romarias populares que iam animar, principalmente as celebrações religiosas) e ainda com as dificuldades de aquisição de instrumentos musicais que, para além de escassos, eram demasiadamente caros.

Américo de Ramos Padeiro e Manuel Teodósio da Cruz, afamados músicos que executavam bombardino e trombone de canto, respectivamente, foram responsáveis, apesar de simples membros da comunidade, da direcção artística da Filarmónica durante muitos anos, garantindo assim a sua existência em tempos ainda difíceis o que faz com que a nossa banda ainda exista. Conta hoje mais de 135 anos sem nunca ter conhecido nenhuma interrupção na sua actividade.

Artur Soares da Rosa, farmacêutico local, conhecido na época por ajudar a tratar de muitas maleitas e doenças que afligiam as populações locais e de arredores, apesar da sua formação técnica de farmácia ainda adquiriu muitos conhecimentos da medicina com o Dr. António Vasconcelos, um clinico vindo da zona de Águeda que se fixou em Covões, instalando a primeira farmácia no local onde agora se ergue uma imponente palmeira no largo das Festas de Sto. António, facto que o tornou numa pessoa respeitada na região.

Manuel Francisco Miraldo, conhecido por “Manuel do Canto”, alcunha herdada de seu avô António do Canto, que vivia numa casa localizada de canto onde agora existe a Casa do Povo. Este personagem notabilizou-se pela sua arte eximia de músico instrumentista (no trompete), ainda hoje recordado e respeitado por muitos músicos da sua geração. Iniciou a sua formação na Banda de Covões e logo mostrou grandes qualidades musicais, mas só depois de formar o conjunto “Os Melros Velhos de Covões”, é que se tornou no artista conhecido e afamado que foi durante os 35 anos de carreira, desde 1932, em toda a região litoral do Centro e Norte assim como em Trás-os-Montes. Este homem notabilizou-se ainda por ser um dos últimos regedores do concelho, responsável pela freguesia de Covões (que na época de 1955 era maior do que agora) tendo como funções a aplicação das leis do Governo da República, que lhe dava os poderes de entrada e ordem de prisão para todos aqueles que cometessem crimes, sendo as suas funções remuneradas na época com a importância de DEZ Tostões por dia. Essas funções de Regedor local foram suspensas a partir da revolução do 25 de Abril que alterou a ordem legal e política existente até então. Entre muitas funções, tinha como responsabilidade realizar quatro manifestos locais sobre os bens e produção agrícola e foi responsável pelos primeiros Censos locais da população na freguesia.

 


Voltar ao topo da página