NTRODUÇÃO
Ao longo deste projecto, encontram-se descritos os vários temas que os grupos de Creche e Jardim-de-Infância irão desenvolver ao longo do ano lectivo de 2007/2008.
A faixa etária das crianças é muito importante, daí que os vários temas focados possam ajudar as crianças a adquirir novas conquistas, que são fundamentais para a sua formação pessoal e social e a desenvolver valores essenciais, como a responsabilidade, sinceridade, verdade, conhecimento, entre-ajuda, entre outros.
Para além de algumas actividades paralelas ao projecto, o tema principal vai ser: O Arco-Íris de Culturas
Para que tudo isto aconteça, é essencial que ao longo de todo o ano, as crianças consigam atingir os objectivos propostos e que nós, enquanto Educadoras de Infância, realize-mos um trabalho constante de observação, registo, análise e avaliação envolvendo toda a comunidade educativa.
A IDEIA CENTRAL / ENQUADRADORA DO PROJECTO
Este Projecto tem como ideia central “a educação Neo-Humanista”. O tema surgiu pela diversidade cultural existente na Instituição e na comunidade local.
Nas diversas valências da Instituição encontram-se crianças de etnia cigana e outras oriundas de país de emigração, tais como Venezuela. Covões sendo um fluxo emigratório desde a muitos anos fez com que a sua comunidade seja diversificada pois existem emigrantes de vários pontos do mundo, por exemplo Estado Unidos da América, Venezuela, Canadá, Suiça e França. Contudo Covões também recebeu imigrantes da Índia e Africa.
Assim no contexto envolvente à Instituição encontramos pessoas de várias Raças e Etnias, diferentes costumes e culturas. Podemos dizer que se traça um arco-íris, em que cada cor apresenta uma raça ou etnia, dai o projecto se intitular O Arco-íris de Culturas, que pretendemos levar a cabo durante o ano lectivo 2007/2008.
FUNDAMENTAÇÃO DO TEMA
Quando a criança chega á escola trazem consigo uma séria de valores provenientes da socialização familiar. Muitos desses valores precisam de ser explicitados e explorados para que possam respeitar a diversidade e os valores das outras culturas, reconhecer e apreciar a cultura apreendida no seu grupo de origem.
Qualquer tipo de educação deve partir do reconhecimento das culturas em presença, fornecer igualdade de oportunidades na diferenciação, contrariar a descriminação de qualquer tipo (económica, etnia, cultural, religiosa, etc.), garantindo as condições favoráveis ao desenvolvimento das crianças partindo do reconhecimento da forma como as crianças se relacionam entre si nos vários contextos. Isto implica maior envolvimento dos pais na educação dos filhos.
Uma das finalidades da acção dos educadores é promover relações e espaços de convivência social que desenvolvam, quer nos grupos maioritários quer nos minoritários, a compreensão das culturas, a capacidade de comunicar com pessoas de diferentes culturas, a compreensão dos mecanismos psicossociais e dos factores socio-políticos capazes de produzir o racismo e a capacidade de participar na interacção social criadora de identidades e de reconhecimento de pertença comum á Humanidade.
Assim iremos investir no desenvolvimento de capacidades de interacção e comunicação entre as crianças e o mundo que as rodeia, favorecendo as qualidades intelectuais e morais, tais como a objectividade, a curiosidade, a abertura ao mundo sem sectarismos no olhar.
“ A educação inter cultural não resolverá todos os problemas económicos e sociais, mas poderá fazer com que tenhamos consciência da relatividade das crenças e da universalidade de certos valores e aspirações dos homens e mulheres r do direito de cada um viver em paz sobre esta terra, o de todos seres emigrantes um dia”
(Khôi, 1995. p.19)
METODOLOGIA DE TRABALHO
4.1. CRECHE
A instituição procura que a creche seja o prolongamento do ambiente familiar, criando laços de afinidade com cada uma das crianças de modo a que se sintam seguras, onde a partilha e parceria com as famílias se torna indispensável. Proporcionando um ambiente acolhedor e dinamizador de aprendizagens, onde a criança se possa desenvolver de forma global, adequada e harmoniosa.
Na idade de creche, especialmente em berçário, pretendemos privilegiar os momentos/actividades de brincar com a criança, pois é o modo mais natural de aprendizagem, de relacionamento com os que a rodeiam e do conhecimento do meio envolvente.
Todas as ocasiões são perfeitas para desenvolver as capacidades, perceber as limitações, as preferências e a sua personalidade. Estas acontecem tanto nas actividades de rotina, na higiene, na alimentação, como no lazer.
Brincar com o bebé é uma forma de o ajudar a conhecer a si mesmo, a comunicar com o meio envolvente e a enriquecer-se enquanto pessoa.
No grupo de berçário e no grupo dos 12 aos 24 meses, face às diferentes fases de desenvolvimento, deseja-se realizar um trabalho individualizado, no sentido do desenvolvimento das capacidades de cada um e do seu bem-estar físico e emocional.
No que diz respeito ás crianças do grupo de 2 anos, planeia-se efectuar um trabalho mais próximo da valência de Jardim-de-Infância, consoante as crianças se tornam mais autónomas e capazes. Por essa razão para além das actividades inerentes à valência, procurarei concretizar outras de acordo com o tema de projecto do Jardim-de-Infância.
4.2 JARDIM DE INFÂNCIA
Consideramos a criança na faixa etária dos 3 aos 6 anos como um ser com energia e dinamismo próprios, que age espontaneamente, segundo interesses muito particulares a partir dos quais expressa os seus afectos e emoções.
Consideramos portanto que a aprendizagem deve partir da criança, dos seus interesses, expectativas, seguindo o seu ritmo próprio de aprendizagem. Neste sentido vamos tentar responder às necessidades de base da criança: necessidade física, necessidade de afecto e atenção, necessidade de segurança, clareza e previsibilidade, necessidade de reconhecimento, necessidade de se sentir competente e necessidade de valores.
Assim, em resposta a todas estas necessidades optamos por seguir o Modelo Experiencial que é centrado e respeitador da criança.
O Modelo Experiencial assenta num ponto de referência que é a observação do educador para apreender o vivido da criança. Nesta observação o educador tem que prestar atenção às características específicas das crianças, aos seus interesses e às características do meio físico e social em que esta se insere e que são determinantes para a prática educativa.
O educador tem que praticar uma educação para todos, ou seja, tem que saber chegar a todas as crianças respeitando as suas diferenças e promover o desenvolvimento de todas as crianças em todas as áreas.
O objectivo da educação experiencial é a emancipação, ou seja, desenvolvimento global da criança – desenvolvimento linguístico, motor, cognitivo, social e emocional. Para isso o educador tem que ter uma atitude experiencial e para a pôr em prática vai centrar-se em três pilares fundamentais: enriquecimento do meio, iniciativa da criança e diálogo experiencial. A atitude experiencial e o respeito e valorização destes três pilares vão desencadear processo de desenvolvimento e processos de libertação emocional.
Estes três pilares funcionam como estratégias que o educador adopta para atingir o desenvolvimento global da criança.
Enriquecimento do Meio
Diz respeito à procura permanente de enriquecer o meio, através de materiais e de actividades que permitam à criança explorar a realidade, sendo o educador um mediador entre a possibilidade da criança poder escolher e ter por onde escolher.
Iniciativa da Criança
O princípio da livre iniciativa da criança refere-se aos esforços do adulto no sentido de promover a autonomia, a independência e a livre iniciativa da criança. A livre iniciativa da criança engloba um conjunto de regras que facilita o seu desenvolvimento e garante uma certa liberdade das crianças, facilitando a criatividade.
Diálogo Experiencial
O diálogo experiencial é a qualidade da relação educador/ criança. Para que exista diálogo experiencial o educador tem que adoptar determinadas atitudes que por consequência tem efeitos visíveis na criança. Estas atitudes são: aceitação, empatia, autenticidade.
Aceitação
É uma atitude em que é oferecida liberdade e o educador apresenta-se como não ameaçador. Existe respeito e confiança na criança. Em consequência, a criança abre-se aos seus sentimentos e mostra-se autêntica e transparente.
Empatia
É uma atitude em que existe abertura ao mundo experiencial da criança. A criança experimenta a compreensão do adulto. Deste modo, a criança permanece em contacto com as suas esperiências e sentimentos e descobre-se com maior profundidade.
Autenticidade
É uma atitude em que o adulto tem consciência dos sentimentos em relação à criança. Esses sentimentos são comunicados. A criança adquire assim confiança, segurança e serenidade para o desenvolvimento das suas explorações pessoais.
CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
4.1 INTERPRETAÇÃO DO CONTEXTO
O contexto tem muita importância na educação das crianças e neste caso também influencia o nosso grupo de crianças. As características da localidade onde vivem fazem parte do contexto educativo. Destas características fazem parte a população, os empregos, as redes de transporte, os serviços e instituições existentes, o poder de compra, os meios de comunicação, e mais directamente os sistemas políticos, jurídicos e educativos.
Assim, a educadora pode conhecer melhor o meio onde a criança cresce e se desenvolve, pois está relacionada com a sua maneira de se relacionar com os outros e o meio. A criança “constrói o seu desenvolvimento e aprendizagem, de forma articulada, em interacção com o meio” in Orientações Curriculares para a educação Pré-Escolar. Além disso, a educadora pode também gerir os recursos da Instituição e rentabilizando os da localidade. Pode também aproveitar o contributo que os sistemas oferecem de forma a alargar e diversificar as oportunidades das crianças e apoiar o trabalho dos adultos.
A freguesia de Covões situa-se entre duas cidades, Aveiro e Cantanhede, embora pertença ao concelho de Cantanhede onde se reúnem vários organismos culturais, financeiros, administrativos, religiosos, de segurança pública, de saúde e de educação. A rede rodoviária permite que a ligação possa ser feita de carro, mota e autocarro. A freguesia dos Covões está também provida dos organismos essenciais. Tudo o que falta encontra-se em Cantanhede que se situa a poucos quilómetros.
A freguesia é grande, apesar disso, toda a gente se conhece o que facilita o processo educativo. São pessoas de nível cultural médio e médio baixo, com grande percentagem de imigração, nomeadamente Venezuela, Canadá, EUA e Suíça.
Covões está estrategicamente situada entre a praia, cidade e o campo. As crianças têm a possibilidade de usufruir destes pequenos ecossistemas que se reflectem mas suas vivências.
A educadora deve aproveitar os recursos materiais e humanos de que dispõe e que o meio oferece. O desempenho profissional é também facilitado pela colaboração de outros profissionais, como professores de educação especial, psicólogos, trabalhadores sociais, médicos que respondem às necessidades das crianças e das famílias.
Estas crianças têm também a possibilidade de interagir com as crianças da creche, do ATL e com os idosos da Instituição.
Podemos então dizer que as crianças de Covões têm o privilégio de usufruir de algumas infra-estruturas de apoio educativo, quer se trate de recursos materiais como humanos, o que é notório no seu desenvolvimento.
4.2 CARACTERIZAÇÃO DO GRUPO DE CRECHE
Frequentam a valência de creche 14 crianças, existindo inscrições de três crianças que entram de Dezembro a Fevereiro Estas crianças estão divididas em dois grupos. O primeiro grupo denominado berçário, constituído por fraldário, berçário e sala parque, que funciona também como dormitório, esta é frequentada por 9 crianças. O segundo grupo encontra-se na sala denominada de 2 anos, da qual faz parte um WC, que é frequentada por 5 crianças.
A maioria das crianças reside na freguesia de Covões, contudo temos crianças oriundas de concelhos como Mira e Vagos.
O grupo dos dois anos trata-se de indivíduos já com bastante autonomia tanto na higiene como na alimentação. Contudo ainda um pouco imaturo no cumprimento de regras. É um grupo homogéneo ao nível do desenvolvimento, á excepção da criança de etnia cigana que demonstra maior dificuldade ao nível da expressão e comunicação.
A Valência de Creche irá ocupar novas instalações até ao final do ano de 2007, onde existem duas salas, uma para o grupo da aquisição da marcha aos 2 anos e outra para o grupo de dois aos três anos.
4.3 - CARACTERIZAÇÃO DO GRUPO DE JARDIM DE INFÂNCIA
Trata-se de um grupo de 17 crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 5 anos.
Apesar de ser um grupo heterogéneo nas idades, estas encontram-se em estádios de desenvolvimento e aprendizagem muito próximos.
São crianças na sua maioria assíduas e pontuais. Os elementos deste grupo frequentam na sua maioria, a Instituição desde o ano anterior, tanto na valência de Jardim-de-infância, como na valência de Creche, o que facilita o seu relacionamento, embora se note a formação de pequenos grupos consoante o seu desenvolvimento, as necessidades e interesses.
Os interesses das crianças são diversificados: a maioria gosta de brincar na área da cozinha, no quartinho, no cabeleireiro, dos jogos de mesa e na pista.
No final das actividades algumas crianças não gostam de arrumar os espaços, surgindo alguns conflitos em torno desta questão e advertindo que não estiveram nessa área a brincar.
Os mais novos têm dificuldades em cumprir regras e limites estabelecidos surgindo, por vezes conflitos, na base dos quais está a posse de determinados materiais, conflitos estes que são resolvidos na maior parte com a intervenção do adulto.
Ao nível da autonomia, o grupo apresenta muitas dificuldades sobre tudo ao nível da higiene. A nível da representação gráfica existem diferenças notórias, algumas devido à idade cronológica das crianças, outras devido à imaturidade da expressividade através da motricidade fina.
Deste modo propomo-nos realizar um trabalho directo não só com as crianças como também com o pessoal auxiliar da Instituição, familiares e comunidade em geral.
Trata-se de um grupo de 17 crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 5 anos. Destas, 15 residem na freguesia de Covões e 2 na freguesia de Febres.
Este grupo é constituído por 9 elementos do sexo feminino e 8 do sexo masculino.
Deste grupo 10 crianças já frequentavam o Jardim-de-infância e 5 crianças transitaram da Creche, 2 estão a frequentar a instituição pela primeira vez. Estão integradas duas crianças com NEE*, sendo uma de 4 anos de sexo masculino e uma dos 5 anos do sexo feminino. |
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RECURSOS
RECURSOS EXISTENTES
RECURSOS HUMANOS
CRECHE
Como recursos humanos temos: 2 Educadora de Infância, 1 TSSS, , 5 auxiliares de educação, 1 motorista, 1 cozinheira e 5 auxiliares de cozinha, outras crianças, pais, pessoas da comunidade e autarquia e outros profissionais de educação.
JARDIM DE INFÂNCIA
Como recursos humanos temos: 1 Educadoras de Infância, 1 Educadora dos Apoios Educativos, 1 TSSS, 2 auxiliares, 1 motorista, 1 cozinheira e 5 auxiliares de cozinha, outras crianças, pais, pessoas da comunidade e autarquia e outros profissionais de educação.
RECURSOS MATERIAIS
Mobiliário das salas e diferentes materiais didácticos.
Salão da Casa do Povo
Pavilhão Gimnodesportivo de Covões
Auditório da Casa da Musica
RECURSOS NECESSÁRIOS
Autocarro da Instituição
Autocarro da Câmara
Biblioteca Municipal de Cantanhede
ARCO- Associação Recreativa e Cultural dos Covões
Junta de freguesia de Covões
Banda Filarmónica de Covões
ORGANIZAÇÃO DOS RECURSOS (GRUPOS, ESPAÇO, TEMPO)
" A educação pré-escolar é um contexto de socialização em que muitas aprendizagens decorrem de vivências relacionadas com o alargamento do meio familiar de cada criança, de experiências relacionais e de ocasiões de aprendizagem que implicam recursos humanos e materiais diversos. Este processo educativo desenvolve-se em tempos que lhe são destinados e, em geral, em espaços próprios." In Orientações Curriculares
Daí surge a grande necessidade de organizar todos estes recursos de forma a facilitar o trabalho do educador, e consequentemente as aprendizagens das crianças.
(A) ORGANIZAÇÃO DO GRUPO
A base do processo educativo no pré-escolar, é a interacção social e a relação entre adultos e crianças. A relação que o educador estabelece com cada criança facilita a sua inserção no grupo e as relações com as outras crianças. Para tal, deve ser criado um ambiente de segurança afectiva, em que cada criança se sinta valorizada. A organização do grupo pressupõe diversos factores que influenciam o seu funcionamento, tais como o número de crianças, as características individuais, a diversidade de idades e o sexo das crianças.
COMPOSIÇÃO ETÁRIA
Neste caso depende dos critérios de admissão estabelecidos pela instituição, e das características demográficas da população, assim como das condições da sala.
Crianças em Diferentes Momentos de Desenvolvimento
Crianças que interagem em diferentes momentos de desenvolvimento têm a aprendizagem e o desenvolvimento facilitados, porque o trabalho entre pares e em pequenos grupos permitem a confrontação dos seus pontos de vista, e a colaboração na resolução de problemas ou dificuldades colocadas por uma tarefa comum.
Aprendizagem na Vida Democrática
Esta aprendizagem implica que o educador proporcione condições para a formação do grupo, criando situações diversificadas de conhecimento, atenção e respeito pelo outro. Neste caso, vamos auxiliar-nos de instrumentos que facilitem a organização e tomada de consciência de pertença a um grupo, como quadros de presença, de aniversários, de tarefas, de localização e participação nas actividades. Além disso, as crianças participarão activamente na tomada de decisões e terão responsabilidade na distribuição de tarefas necessárias à dinâmica do grupo.
Terão também outras responsabilidades, como elaboração de regras e normas, participação na resolução de situações de conflitos, marcação e verificação de presenças. Também faz parte da dinâmica do grupo, a participação das crianças no planeamento e avaliação das actividades, que se traduz por prever o que se vai fazer, tomar consciência do que foi feito e avaliar os resultados.
(B) ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO
A organização do espaço de que dispomos está relacionada com o equipamento, com os materiais existentes e com a forma como estão dispostos o que influencia directamente a intervenção das crianças, nomeadamente o que podem fazer e aprender. Todos os materiais têm finalidades educativas, e condicionam a dinâmica do grupo. A organização espacial e dos materiais, vai ser progressivamente modificada de acordo com as necessidades e evolução do grupo. De uma forma muito geral, o espaço será organizado de modo a promover a alegria, promover o gosto pela escola e potenciar o desenvolvimento das crianças.
Tendo duas salas disponíveis, a sua organização tem em conta aspectos como: o ambiente de aprendizagem, as necessidades das crianças. A educadora em funções optou pelo “Modelo Experiêncial “como linha orientadora da sua acção.
Desta forma a sala de actividades com 46 m² com capacidade para 23 crianças, onde se encontram as diferentes áreas de trabalho ou lazer. A sala mais pequena funciona simultaneamente como sala de recepção de dormitório.
Este processo, para além de proporcionar uma dinâmica diferente e aparentemente mais agradável tanto para os grupos como para o pessoal docente e não docente, traz a nosso ver outras vantagens, tais como:
- aprender a respeitar o parceiro e os seus trabalhos;
- respeitar o espaço e mantê-lo arrumado e agradável;
- favorecer o desenvolvimento da autonomia da criança;
- poder usufruir de todos os espaços e materiais didácticos;
- favorecer o acompanhamento individualizado;
- poder investir mais na qualidade e não na quantidade.
Espaço de Encontro
Será a área do tapete e a mesa grande. É o local de reunião, onde se vai organizar a rotina diária, algumas actividades de grande ou pequeno grupo, conversar, cantar, contar histórias, dividir tarefas, planificar e reflectir sobre o grupo.
A sala está organizada em cantos que irão surgindo ao longo do ano e que estão relacionados com o interesse das crianças. Estes estão relacionados com:
O Faz de Conta
Casinha das bonecas, garagem, médico, o cabeleireiro, a pista de automóveis.
As Expressões
Desenho, colagem, pintura, modelagem, recorte, carimbagem, etc.
As Construções
Legos, roldanas, material de desperdício (tábuas, caixas, rolos) e outros jogos de encaixe.
Os Jogos
Blocos lógicos, dominós, jogos de identificação, puzzles, jogos de memória, etc.
As Descobertas
Materiais que permitam à criança explorarem e descobrir o porquê das coisas através de experiências: lupa, utensílios para encher ou esvaziar, água, microscópio, plantas, etc.
A Biblioteca
Contos infantis, enciclopédias, revistas, fantoches e um fantocheiro.
Espaço Exterior
Material de psicomotricidade, canto de areia, espaço verde.
(C) ORGANIZAÇÃO DO TEMPO
O tempo educativo tem, em geral, uma distribuição flexível, embora corresponda a momentos que se repetem com uma certa periodicidade.
Rotinas:
Intencionalmente planificadas. Momentos que a criança reconhece em que sabem o que podem fazer e prever a sua sucessão, mas com liberdade suficiente para operar modificações.
Referências Temporais:
Servem como fundamento para a compreensão do tempo.
Noções de passado, presente, futuro, contexto diário, semanal, mensal, anual.
6.1 - OBJECTIVOS GERAIS DE CRECHE
- Estabelecer parceria forte com a família de forma a ter informações sobra a criança, com vista á planificação do trabalho tendo em consideração o superior interesse da criança;
- Proporcionar o desenvolvimento do sentimento de inclusão, através do respeito mútuo e de relações afectivas calorosas e recíprocas entre a criança e o adulto responsável;
- Compreender a forma como cada criança aprende, promovendo um ambiente que facilita a brincadeira, a interacção, a exploração, a criatividade e a resolução de problemas por parte da criança;
- Proporcionar ao máximo o desenvolvimento das competências e capacidades de cada um.
- Pensar na criança como um aprendiz efectivo e activo, que gosta de aprender;
- Criar um ambiente flexível e responsivo que possa ser adaptado aos interesses e necessidades de cada criança, promovendo o acesso a um leque de oportunidade oportunidades de escolhas e que lhe permita crescer confiante e com iniciativa;
- Estabelecer uma rotina diária consistente que reforce e valorize a continuidade , de forma a que a criança desenvolva um sentimento de pertença a um ambiente que podem prever no seu quotidiano;
- Dinamizar oportunidades para que a criança possa comunicar os seus sentimentos e pensamentos.
Assim sendo os objectivos da valência de creche visam:
“Proporcionar o bem estar e desenvolvimento das crianças dos 3 meses aos 3 anos, num clima de segurança afectiva e física, durante o afastamento parcial do seu meio familiar, através de um atendimento individualizado e de colaboração estreita com a família numa partilha de cuidados e responsabilidades em todo o processo evolutivo das crianças.”
In, Gestão da qualidade das respostas sociais Creche, 2005
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