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Brasão da freguesia de Outil

População: 865 habitantes
Densidade: 57,2 hab./ km²
Actividade económica: Agricultura e exploração de calcário.
Gastronomia: Chanfana e bacalhau assado com batata a murro
Artesanato: Cestaria em vime, trabalhos em pedra e olaria
Património cultural e edificado: Igreja Paroquial, Capela de Santa Rita e Cruzeiro do Largo
Outros locais de interesse turístico: Largo do Cruzeiro, largo da Igreja e fornos de cal de Vila Nova.
Festas e romarias: Santa Rita (último domingo de Maio), S. Paulo ( 29 de Junho ), Santa Maria Madalena (22 de Julho) e Nª Srª da Esperança (1º Domingo de Agosto).

Padroeira: Santa Maria Madalena.
(Fonte destas informações:
http://www.cm-cantanhede.pt/ )

Alojamentos: 304
Distribuição da população:
dos 0 aos 14 anos = 149
dos 15 aos 24 anos = 136
dos 25 aos 64 anos = 461
com mais de 65 anos =162
Taxa de analfabetismo: 8,3%
Ensino:
Primário = 478
Preparatório =130
Secundário =152
Outros = 30
Presidente da Junta de freguesia: Armando Marques da Costa
Telefone: 231-429443 (JF)
Código Postal: 3060-491

 
 
ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE A FREGUESIA DE OUTIL


Outil é uma pequena e antiga povoação situada na margem direita da ribeira de Ançã, a sudeste da sede do concelho, que dela dista cerca de 4 Km, ocupando uma área de 15,13 Km2 englobando os lugares de Outil e Vila Nova.
Contudo, a sua pequenez esconde um passado rico em referências, sendo os indícios (passagem dos romanos) de ordem arqueológica motivo de orgulho por parte dos seus moradores. É que esses indicios apontam para que no tempo do Império Romano já se vivia nesta terra, como se pode ler nas pedras de uma fonte de estilo romano localizada no cruzamento do caminho que liga as duas povoações. Alguns moradores antigos guardam ainda na memória referências ouvidas de seus antepassados a uma torre - chamada a torre do Castelo - que restaria do corpo desaparecido dum castelo, cujas ruinas ainda se podem apreciar. Já na idade média, sabe-se que Outil foi sede de um couto (propriedade pertencente a membros do clero) de que eram donatários os Correia de Sá (Asseca) cujo prior recebia, na época, a quantia de 200 mil reis de renda. A importância do mencionado couto pode aferir-se pelo facto de dispor de justiças próprias, autoridades e empregados. Mais tarde, já no século XVI, em 20 de Dezembro de 1519, o rei D. Manuel I concedeu mesmo a Outil o seu foral, no qual atribuia aos seus moradores determinados previlégios e regulava a sua administração própria, reconhecendo um certo grau de autonomia. A existência de um cruzeiro, no Largo de Outil, atesta bem dos caminhos que a história da freguesia bem cedo trilhou.
Chegando ao século XIX, que entrou pela Europa com o Imperador francês Napoleão Bonaparte a riscar os destinos do continente, Outil parece querer mostar também os seus pergaminhos, sendo referida nalguns compêndios a existência de uma enorme trincheira artificial, com dois metros de altura e cerca de um quilómetro de comprimento que teria servido para impedir ou retardar a progressão dos exércitos napoleónicos, aquando das invasões francesas, no reinado de D. João VI, sítio esse que agora é conhecido como Bombarda .
Mas o passado já lá vai. Actualmente, o conjunto da freguesia engloba duas terras irmãs: Outil e Vila Nova. Irmãs e iguais em importância demográfica, mas diferentes nas ocupações que os seus moradores desenvolvem. Assim, em Outil, predomina ainda a agricultura, com produções de vinho, trigo, milho, leite, azeite e frutas, enquanto na sua irmã, Vila Nova, a actividade rainha é a extracção de cantaria. Cantaria que é procurada por muitos construtores civis para edificar muitas obras na região Empregando grande parte da população activa deste lugar, não admira, pois, que as artes ligadas à extracção e modelação da pedra pelo cinzel tenham, desde sempre, sido e continuem a ser preponderantes na distribuição profissional dos seus habitantes.
Além destes dois sectores de actividade, podem ainda registar-se a presença de oficinas de reparação automóvel e de máquinas agrícolas, assim como o pequeno comércio retalhista, como mini-mercado e padaria, que abastece a freguesia com os bens básicos.
No espaço de uma década, entre 1981 e 1991, a população manteve-se estável, passando de 924 para 908 o número dos seus habitantes, distribuidos por 304 fogos.
(Fonte do texto: autoria desconhecida. Fonte das imagens: Wikipedia)

 


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