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Logo da freguesia de Sanguinheira

População: 2158 habitantes
Densidade: 77,9 hab./ km²

Actividade económica: Agricultura e produção leiteira

Gastronomia: Assada na areia

Artesanato: Cestaria em Vime

Património cultural edificado: Igreja Paroquial e Capela das Pedras Ásperas
Outros Locais de interesse turístico: Pedras Ásperas , Moinhos de Fervença, Lagoa Negra e Lagoa Alta
(Fonte das informações: http://www.cm-cantanhede.pt/ )
Padroeiro: Imaculado Coração de Maria

Alojamentos : 772
Distribuição da população :
dos 0 aos 14 anos = 446
dos 15 aos 24 anos = 358
dos 25 aos 64 anos = 1081
com mais de 65 anos = 284

Taxa de analfabetismo: 12,5%
Ensino:
Primário = 1240
Preparatório =3 19
Secundário = 196
Outros = 16

Presidente da Junta de freguesia: António Taipina Oliveira Moleiro
Telefone: 231-442500 (JF)
Código Postal: 3060-816

 
 
ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE A FREGUESIA DE SANGUINHEIRA


As origens da Sanguinheira perdem-se no tempo. Apesar de haver poucos documentos sobre a sua fundação, aparecem referências directas de alguns lugares que constituem a freguesia actual. Destes deve-se mencionar Corgo do Encheiro, Escoural, Fervença e Pedras Ásperas, que foram outrora mais influentes do que Sanguinheira. Até então, todas esta povoações pertenciam ora ao concelho de Arazede, ora ao concelho de Cadima, até que este foi extinto devido à reforma liberal do século XIX.
É com a fundação da paróquia que a localidade começa a ter uma certa autonomia, ainda que apenas no plano religioso. A paróquia, cujo órago é o Imaculado Coração de Maria , foi erecta for decreto episcopal em 1945, sendo então bispo de Coimbra Dom António Antunes . A Freguesia civil de Sanguinheira veio a ser criada no dia 3 de Julho de 1986.
(Fonte: Wikipédia)

Outra das freguesias de muito recente criação, Sanguinheira regista a sua instituição oficial a 3 de Junho de 1986, embora a paróquia existisse já, no domínio eclesiástico, desde 1945. Abarcando uma vasta área da sub-região gandaresa, o seu termo entesta com o das vizinhas e congéneres Tocha (a poente), S. Caetano e Cadima (a norte e nascente) surgindo delimitado, do flanco meridional, pelas terras do foro municipal de Montemor-o-Velho. Serão, na sua totalidade, 36,5 quilómetros quadrados de superfície, onde se distribui um povoamento algo disperso, a incluir nada menos que dezanove povoados, onde residirão actualmente cerca de 2500 almas.
A ribeira da Fervença, com seus antigos moinhos e as áreas lacustres da Lagoa Negra e Lagoa Alta integram um património natural local de superior interesse paisagístico.
Tipicamente gandaresa, esta freguesia apresenta uma topografia bastante plana, predominando os solos arenosos. A despeito dessa circunstância, a acção humana terá permitido, ao longo de uma secular luta pela fixação e autêntica "criação artificial" de apreciáveis extenções de solo arável, que a actividade agrícola se tenha imposto como principal riqueza da freguesia. Uma abundante produção de produtos hortícolas e cereais, aliar-se-á entretanto a um notável sector pecuário, capaz de uma produção diária de leite estimada em 25 mil litros.
A esta novel freguesia de Sanguinheira ficará indelevelmente ligado o nome de Maria Clementina Sequeira, que foi professora a partir de 1922, contribuindo decisivamente para a génese de uma autonomia paroquial local através da promoção do restauro da antiga capela da povoação - mais tarde templo paroquial -, da doação do imóvel que viria a servir de residência paroquial e da implantação do cemitério, onde ficaria sepultada, como filha adoptiva desta terra que tanto estimou. Num gesto de sentida homenagem a esta emérita cidadã, natural de Tavarede (Figueira da Foz), as autoridades locais fizeram-lhe erguer um singelo monumento, com seu busto, junto ao actual edifício da Junta de Freguesia (que se situa lado a lado com a igreja paroquial).
De traça inusitada, a peculiar estrutura da paróquia surge como fruto de recente reedificação, ostentando a característica torre sineira adossada a um dos seus flancos. Num pequeno painel azulajar e nas costas do remate da empena figura o cronograma de 1942. o seu aspecto actual, porém resultará de uma ampliação e remodelação efectuada durante o terceiro quartel do século XX. A estrutura terá substituido uma anterior capela, erecta no mesmo local, e da qual sobreviverá o antigo portal - de verga curva e ostentando a data de 1845 -, agora aplicado no edíficio do salão paroquial, adossado a um dos flancos da mesma igreja paroquial.
Um pouco adiante do templo paroquial erecto junto à estrada, vê-se um pequeno Cruzeiro em pedra de Ançã comemorativo do "duplo centenário" (fundação e restauração do reino português), seguindo um género muito reproduzido por todo o país e datável de 1940.
Nas Pedras Ásperas subsiste ainda um pequeno templete, embocado à Nossa Senhora da Conceição. Implantado num pequeno largo a que dá nome à respectiva padroeira, o modesto imóvel trai, na sua traça actual, uma remodelação mais ou menos recente. O singelo portal, de verga curva, aparenta no entanto alguma antiquidade, talvez dos finais de oitocentos ao início da centúria seguinte.
(Fonte: extraído do livro Cantanhede honrando o passado ... rumo ao futuro
Fonte da imagem: Wikipédia )

 


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