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População: 770 habitantes
Actividade económica: Agricultura, ourivesaria, relojoaria e comércio.
Gastronomia: Cozido à portuguesa, frango de churrasco e leitão à Vilamar.
Artesanato: Mantas de retalhos e cestaria em bunho.
Património cultural e edificado: Igreja Paroquial e fontanário.
Festas e romarias: Festa das Vindimas (4º domingo de Agosto) e festa dos emigrantes (2º domingo de Agosto)
Padroeiro: S. Tomé
(Fonte: http://www.cm-cantanhede.pt/ )
Alojamentos : 337
Distribuição da população :
dos 0 aos 14 anos = 137
dos 15 aos 24 anos = 94
dos 2 aos -64 anos = 385; >
com mais de 65 anos = 116
Taxa de analfabetismo : 12,1%
Ensino :
Primário = 330
Preparatório =129
Secundário = 92
Outros = 45
Presidente junta de freguesia: Egídio Manuel Cruz Patrão |
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| ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE A FREGUESIA DE VILAMAR |
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Situada no extremo noroeste do concelho, a meio caminho entre a costa e a sede concelhia (distando 13 Km da cidade de Cantanhede), a freguesia de Vilamar estende-se por uma região plana e baixa, ocupando uma área de 620 hectares.
O século XX foi profícuo em alterações na vida da freguesia, tendo também visto a mudança de nome da mesma, pondo de lado a depreciativa e pouco abonatória para o carácter das suas gentes, a designação de Escumalha ou Escumilha, com que foi pelos tempos conhecida - designação esta que encerraria em si grande injustiça, pois o conteúdo de quezilento e brigão acoplado ao anterior nome era característica de outros povos que por aqui passavam. Deste modo, o nome de Vilamar tornou-se oficial, por decreto do Governo, datado de Julho de 1940.
Outra marca do seu passado, essa sim, de grande nobreza e dignidade, é a de ser berço de muitos ourives ambulantes que corriam de feira em feira, com o seu malão de artefactos dourados, para oferecer o brilho do nobre metal aos olhos de todos.
Pouco populosa durante muitos anos, Vilamar viu os anos noventa do século XX serem-lhe favoráveis, já que o número de habitantes quase duplicou desde o início da década, ao dar um pulo demográfico, passando de 732 moradores registados no Censo de 1991 para cerca de 1350, actualmente. Isto apesar de se fazerem sentir alguns efeitos do fenómeno da emigração, especialmente para terras de França.
Analisando ainda os dados demográficos obtidos em 1991, verifica-se que a sua população jovem representava cerca de 32% do total, enquanto os mais idosos significavam apenas metade - 16% . O analfabetismo é uma mácula que caminha para a sua extinção, pois que vem sendo reduzido ao longo dos anos, atingindo cerca de 12% dos residentes. Quanto a habilitações literárias, são valores importantes e indicadores do bom caminho já percorrido no campo dos mais letrados: 18,6% das pessoas tinham concluido o ensino secundário ou outro grau superior.
Já se disse que a manufactura e posterior comércio de artefactos de ourivesaria foi pelo tempo fora a actividade mais marcante na freguesia, facto que continua a ser verdade, sendo agora complemantada com outras actividades englobadas no sector secundário da economia, como a relojoaria e o mobiliário, actividades que têm captado alguns investimentos, especialmente a última. O comércio destes bens é assim uma ocupação com expressão na terra. Contudo, outros bens são comercializados por vários estabelecimentos localizados em Vilamar, como supermercados e minimercados, talho e peixaria, padaria e lojas de venda de múltiplos bens além de restaurante e cafés. Na freguesia estão ainda sediados alguns serviços úteis, como agência bancária e de seguros e gabinetes de várias funções, sentindo-se, contudo, falta de alguns serviços públicos para evitar a deslocação a Cantanhede. Também a construção civil e a reparação automóvel desempenham um papel importante na ocupação das gentes de Vilamar.
Nesta freguesia sempre houve terra fértil e de fácil cultivo, em que a agricultura acompanhava o sector da ourivesaria. Hoje em dia, esse caminhar a par e passo tem decaído, embora o sector primário dê ainda que fazer a um terço da população.
Freguesia ainda recente, datando de Julho de 1986 o despacho da Assembleia da República que oficializava a sua separação de Febres, à qual esteve ligada durante alguns séculos. A sua existência como freguesia autónoma foi o culminar dum processo de crescente afirmação das suas gentes, e reivindicação da autonomia, que passaria antes pela criação da freguesia religiosa, superando os entraves levantados pelo Bispado de Coimbra e pela iniciativa de erguer a Reitoria de Vilamar e logo a seguir a igreja. (Fonte do texto: autoria desconhecida. Fonte da imagem: Wikipedia)
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